Inversão de papéis

Eu não gosto muito da expressão “Inversão de papéis”. Porque, no meu caso, na minha prática, existem apenas os papéis de Dominante e dominado. Pela lógica, se invertemos os papéis é porque houve uma troca. Então ou, ele vai experimentar agora alguma coisa que eu já experimentei, ou, eu vou me masculinizar. Dai eu sou o homem, o comedor, e ele é a mulher, a fo-di-da. E ele concede virar-se do avesso.

Penso tudo isso sempre que alguém me fala em inversão de papéis. E penso também no famigerado 69… Aquela coisa que te obriga a assumir uma posição de igualdade na cama. Um pacto: “Eu lambo aqui e voce lambe ali. Eu te como e voce me come”

Não!

Posso fazer o homem. Tenho uns personagens masculinos dentro de mim que eu adoro. Mas não aceito nenhuma troca. Não aceito me “inverter”. Aceito, sim, me divertir escolhendo um novo brinquedo.

Eu gosto de penetrar meus escravos e pensar que são meus homens e eu faço com eles o que desejar. O que sinto é poder. E eu gosto dessa sensação. Porque eu posso bater, posso marcar, posso usar. E posso penetrar também. E posso fazer o homem. E posso ser mulher. E posso ser um cão ou uma cadela, se eu desejar.

Não há nenhum valor a ser invertido na minha cabeça.

Há vontade.

E isto a mim me basta.

E basta ao meu escravo também.

Ele gosta da dor dessa doação. Ele gosta de ser forçado e de ceder.

Alguns associam também o prazer físico. E daí pra eles é muito bom.
Porque anal é muito bom pra quem gosta.

Eu não faço. Eu não gosto.

Mas se ele tem prazer, bom pra ele. Eles podem ceder numa boa também. Eu não ligo se precisar negociar, se sentem medo vou mais devagar.

Enfim…

Com jeito, a gente pedindo, acabam cedendo.

Eles sempre cedem.

7 Comentários

  1. Minha querida amiga,
    Concordo com vc plenamente.
    Beijos

  2. Ola Sra Rainha Frágil.

    Quero parabeniza-La pela matéria veiculada na TV Diario (CE) e pelo Profania e também pelo que vem fazendo ao BDSM no Nordeste.
    Como apaixonado pelo BDSM, fico emocionado em ver pessoas como a Senhora mostrando para as pessoas o que realmente é o BDSM e o quanto isso nos faz bem.
    Vi o video no orkut por intermedio de uma outra Domme.
    O Bdsm brasileiro precisa de atitudes como essa.

    Meus repeitos e saudaçoes ao ideafix{RF}
    órion-sub

  3. Ah vim e devorei tudo de uma só vez. Gosto muito de ler a Senhora.

  4. Maravilhosa Rainha!

    Diante de tudo que li, entendi e concordei perfeitamente, agora sei que Tu podes entender um poto meu. No baunilha, quando eu ainda o vivia, adorava que me fizessem sexo oral. Mas, como o baunilha é um ponto no horizonte que se distancia a cada dia mais, eu escrava submissa entro em pânico numa situação dessas, é insuportável. Me passa a idéia horrorosa de que estou sendo “servida” . Ver o meu DONO na posição de me servir é inadmissível para mim. Assim também no 69, pra mim também famigerado, pq me passa também a impressão de igualdade e tudo que não quero é me ver em pé de igualdade com meu DONO. Quando falo sobre esta minha “barreira” as pessoas acham um absurdo. Penso que a senhora vai entender. Olha que escreverei sobre isso no blog.
    Delícia teu texto.

    Doces besos pra Senhora e pros teus escravos.

  5. Eu acho que não a prática em si do sexo oral. Mas é a postura mesmo submissa que práticas como essa refletem. Acho que se você encontrar um Dom que tenha prazer real nisso, se isso lhe der prazer intenso. Voce vai gostar, sim.

    Eu gosto muito de sexo oral. De fazer e de receber. Claro que são raríssimos os escravos merecedores mas tipo, o roger, tem um pênis lindo. Lindo mesmo. E então, eu gosto muito de brincar. Mas dai, eu algemo ele, vendo, deixo ele totalmente indefeso e dai, literalmente, caio de boca. Hoje em dia até nem tanto, desde que lhe coloquei o P.A. desencanei. Mesmo que agora ele não use mais.

    Mas ele se desesperava quando eu queria porque não podia ejacular. Era uma tortura pra ele. E eu sentia a coisa de ter um objeto nas mãos.

    Aluguei o penis dele esta semana para um sujeito que tem tara no pau dele. Só pra um oralzinho básico, rs. E nas minhas condições. Depois farei um relato.

  6. rainha gostaria de saber se a senhora dar sesoes de dominçao e feminilizaçao se tem uma masmora e quanto custa uma sesao moro proximo a fortaleza.
    beijos.
    luciana.

    • Atendo sim. Tenhoe spaço. Já te adicionei no msn para conversar.


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  • A RAINHA

    Dominadora nascida em São Paulo, mas há 12 anos residente em Fortaleza, a Rainha Frágil trouxe consigo sua vivência no universo BDSM (Bondage/Disciplina, Dominação/Submissão, Sadismo/Masoquismo). Fundadora dos sites, grupos e comunidades Femdom Brasil e BDSM Nordeste, além de colaboradora do site e da comunidade da Desejo Secreto, essa Rainha é bastante conhecida por sua voz ativa na comunidade BDSM brasileira e sua singular visão desse universo.
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    Praticante do BDSM, escravo roger{RF} foi iniciado há onze anos pela Rainha Frágil, de quem é até hoje escravo. Também ajuda na organização e promoção do PlayBDSM e da Profania, a festa sado-fetichistas de Fortaleza.
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