Femdom (no) Brasil, hoje

Publicado: 3 de outubro de 2008 por rainhafragil2 em BDSM e Fetiches, Opinião

danadnha – Helga – Samia (Eu!!) – Taninha – Shadow Queen – V(v)ampira – Fofa

São Paulo
Março / 2001

Eu cheguei ontem a conclusão de que sou a única sobrevivente de um tempo bem antes de hoje da Femdom no Brasil. Eu já contei essa história em minha comunidade no Orkut. Como éramos, o que pensavamos… Está tudo ali. Leiam lá! Tenho preguiça de contar tudo outra vez.

Era diferente. E pronto.

Hoje eu não entendo direito como as coisas funcionam ou às vezes eu entendo mas acho estranho.  Não entro no mérito de julgar se as dommes estão melhores ou piores. Apenas digo que é diferente.

Me dei conta hoje de que sou muito mais enganada pelos escravos do que quando era mais nova. Percebi isso e foi bom porque agora vou ficar atenta. A verdade é que eles já vêm com o texto pronto. E dizem exatamente o que uma Dominadora gosta de ouvir.Esta tudo por ai , é só copiar e colar. Tem muita informação.

Então o sujeito chega com o texto decorado e encanta a Dominadora. Eu acho. Me enganei duas vezes esse ano. Eu que era muito esperta.

Tá.  A gente se deixa enganar. Eu sei. Eu concordo. Mas nesses casos eu não vi o momento em que consentia ou recusava o engano. Nada assim gravíssimo, né, gente? Besteirinhas, mancadas, enfim… Coisinhas com as quais voce não espera ter que lidar ao selecionar pessoa X ou Y que venha com aquele discurso.

Em relação às Dominadoras o que eu percebo é, primeiro uma coisa legal: são mais autênticas e modéstia às favas,  acho que eu tenho a ver com o começo desse ciclo. Mas uma autenticidade irresponsável, às vezes. Não em relação ao escravo mas em relação a si próprias. Se resguardam menos.

Em relação aos escravos são responsáveis tanto quanto nós éramos, isso é de ser Dominadora mesmo, não tem jeito. E ainda dominam técnicas muito mais sofisticadas.Nós éramos mais voltados a disciplina. Era a nossa prática.

To comparando não sei quem com não sei quem, porque não faço a menor idéia de quem era esse “nós” e quem agora são “elas”. Na verdade é pra falar do tempo.  Quero dizer como diria Belchior: “O tempo andou mexendo com a gente, sim!”

Eu continuo a mesma com meus escravos. Vez ou outra meus enganos. Mas acerto na maioria das vezes.

Comentários
  1. Dead boy disse:

    Ou será que as coisas são mais românticas quando nós ainda somos românticos? Juro que não saberia responder. É com imensa nostalgia que me lembro do ICQ enquanto inicio o Windows Live Messenger. É a melhor analogia, ainda que metaforizada, que eu consigo fazer. E tem um quê de tristeza, admito.

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