“Uma dor assim, se tivesse podido prevê-la saberia suportá-la“
Virgilio

“Uma dor assim, se tivesse podido prevê-la saberia suportá-la“
Virgilio
Quando eu era criança, ainda se usava aquele Menthiolate que ardia, dai minha mãe dizia, quando a gente chorava: “Te aquieta: O que arde, cura! O que aperta, segura!”
Eu havia postado tempos atrás uma chamada nesse sentido na DS, perguntava se somos a doença ou somos a cura…
É um tema delicado. E como sempre venho aqui no meu canto, debater comigo mesma.
Se as pessoas tivessem acessos aos mails que eu recebo entenderiam talvez melhor esse dilema.
No fundo, todos já viveram isso mas talvez, como sempre, sou eu que abro o bocão pra pedir um tempo.
Tem muita gente machucada de verdade entre nós.
É como se buscando uma dor mais forte a gente conseguisse suavizar uma dorzinha, bem menor, mas muito mais antiga. Porque a dor de um spanking, todo direitinho, com direito a SSC e palavra de segurança, é breve, tem começo, meio e fim. Porque algumas dores, as pessoas carregam como fardo a vida inteira.
É… O que arde, cura!
Então, essas pessoas se aproximam de nós, com essa tal dorzinha e pedem sim um pouco de alívio.
Um tapa, um grito, um gesto, ou um palavrão… Uma carícia naquela dor melancólica da alma.
Eu sempre aconselhei meus escravos a procurarem terapia. Gosto de terapia.
E, caraca, eu não sou psicóloga!
E nem quero estar com pessoas fragilizadas emocionalmente.
Não só por elas, que devem realmente encontrar outra forma de resolver seus conflitos, mas também por mim.
Quando ainda não percebia tudo isso, eu costumava investir nas pessoas.
E quando eu sentia toda essa fragilidade, então eu me dedicava mais ainda..
Pegava pela mão, dava uma força, levava pros psico…
Acompanhava tudo…
Mas depois de algumas vivências descobri que até é bom pro outro, mas pra gente…
Naaa… Leva muito da gente. Não vale a pena, não.
Vai enredando a gente numas histórias complicadas, fortes…
E bem, a minha história sozinha já é forte que chegue para um ser humano…
E eu sobrevivi a ela.
Mas voltando a doença.. E a cura. O livro “O corpo fala” diz que uma pessoa que fica com os braços cruzados para trás quando está conversando, está com medo de perder o controle…
“… E o que aperta, segura!”
Então, aquela coisa de amarrar… Aquele desejo de ficar horas imóvel, pode ser também um pedido de socorro. Me salva de mim mesma. Não permita que eu faça alguma coisa feia, que eu quebre os pratos, que eu atire uma pedra, que eu salte sobre seu corpo e arranque seu olhos. Por amor… Ata-me!
Mas vagando aqui de um extremo a outro. Pior mesmo é quando eu sou a doença.
Quantas vezes olhei pro roger, tão menino, e tive me medo de mim.
Quantas vezes repeti o velho mantra… Seguro….. São….. Consensual….
Pra não ferir.
Ata-me também, por amor! Eu dizia.
Me protegi nos códigos…
Mas fica o meu masoquismo, aquele que carrega as culpas do mundo.
Sem direito a redenção.
Ih. Que papo, né?
Tenho aqui uma foto linda da minha bota Victoria Secret…
E te caiu super bem essa marca horizontal do meu chicote Medieval.

“Apesar de tudo
é muilo leve!”

Pintei as unhas de branco. Do pé e da mão.
Gostei.
Acho assim tão “Hebe Camargo” , rs
Compramos finalmente o livrão do Eric Stanton.
The Dominant Wives & Other Stories
da Tashen
Anos atrás, havia um na Livraria do Comércio.
Eu ia lá com o roger e a gente passa horas folheando.
Com um monte “hummmm” e “ahhhhh”
O povo devia até se tocar. Porque eu ficava ali esquecida da vida.
Agora deu pra comprar.
E… owww.. delicia…
Poder ler la na privacidade do meu quarto.
E combina com as unhas brancas, rs.

* * *
Hoje fiquei pensando neste blog.
Falei dele inda outro dia em uma comunidade.
Mas hoje pensei que tenho vindo pouco aqui e que as pessoas continuam me visitando.
E que isso é muito bacana.
Me perdoem pela ausência.
* * *
Henrique, vou responder a você aqui sobre castidade.
Não, é mais psicológico mesmo. O edgeh usa de fato esse anel. Pesadissimo.
Mas a relação com o edgeh é pontual.
Fazemos sessões esporádicas. Então o anel é um acessório masoquista que casa muito bem com a minha necessidade de controle.
Geralmente, quando marcamos uma sessãom eu vou preparando o edgeh para que ele chegue todos os seus limites quando nos encontramos. Então, às vezes, ele passa até 15 dias se masturbando sem poder ejacular, todos os dias, pelo menos alguns minutos por dia.
Isso vai aumentando muito a tensão dele. Ao ponto que no dia da sessão, basta que eu lhe diga um bom dia e ele já fica imediatamente ligado. E dai essa sessão vai se prolongar por horas. E o único jeito de termos algum controle sobre o momento da ejaculação é usar o anel. Porque outras práticas são misturadas e vai ficando tudo muito intenso, insuportável mesmo para ele.
Eu amo… Quando ele começa a ficar desesperado ao ponto de mesmo de nem esse anel conseguir contê-lo. E muita dor para ele e muito prazer para mim.
Então, nesse caso, a castidade é forçada mesmo fisicamente. É um jogo extremamente sadomasoquista.
Eu sou a sádica, ele é o masoquista.
No caso com o roger, a castidade é entrega, é submissão.
Eu gosto muito do pênis. Adoro mesmo. Adoro sexo oral.
Mas para eu me aproximar. Para que eu tenha prazer, preciso que ele esteja casto.
Desde que conheci o roger, quis que ele me desse prazer.
E ele aceitou que o jogo seria esse.
Que eu seria a Rainha e ele o escravo.
Como escravo ele é minha propriedade e deve estar pronto para ser usado quando eu quiser.
Então não pode cometer erros, não pode se apresentar “impuro”.
E ele não tem permissão nem para se masturbar.
Não usa nada especial, nem cinto.
Mas não se masturba.
E é muito leal sobre isso.
A lealdade dele é um ponto forte pra mim.
Então, ele não pode tentar trapacear.
Porque se eu descobrir, toda a entrega dele será nada pra mim.
É forte. Muito forte.
E muito intenso.
Posso ler nos olhos dele essa entrega.
Não tem como escapar do meu olhar.
E já não tenta.
Isso foi indo devagar.
Já peguei escravos que se masturbavam até 4 vezes por dia.
E fui cortando devagar.
Conversando. Convencendo.
De boa.
Até chegarem ao momento de gozar apenas uma vez por mês.
E somente quando eu estou junto.
Gosto da ereção, acho lindo.
E gosto também quando ejaculam.
Mas gosto que seja pra mim.
Por mim.
Quando eu quero.
Isso eu acho os torna tão mansos, tão dóceis.
Diminue toda aquela ansiedade.
Porque eles não precisam mais controlar nada.
Eu controlo.
De boa : )
O Acorrentado_a_meus_pés…
Ele ja chegou acorrentado.
Está ali: uma coisa pendurada nos meus pés.
E eu não autorizei.
Que nojo. Vá babar em outra freguesia!
E mesmo que fosse só “o acorrentado” fica o mesmo caso da cedezinha lá do outro post.
Um brinquedo que ja vem “brincado”.
Ok, vc quer me contar que gosta de correntes, que esse é seu maior tesão?
Legal. Obrigada pela dica mas eu eu adoraria descobrir sozinha.
Voces com esse comportamento quebram um pouco a magia das coisas.
E por fim o mais absurdo de todos…
O “A_suas_ordens” …
Veja, o sujeito está as ordens de todo mundo.
È como aquele “sou_seu” ora, mas… Meu???
Eu nem vi como isso aconteceu!?!
Esses caras são de todo mundo e não são de ninguém.
Não existe isso de servir todo mundo.
Primeiro de tudo pra me cantar:
TENHA UM NOME.
Qualquer b… de nome serve!
Mas tem que ter um nome. Ou um nick muito especial.
Não são nomes:
submisso_desesperado
cdzinha_de_iracema_quer_dona_que_obrigue_a_ser_cd.
Acorrentado_pra_sempre_a teus_pes
ou… Ai,o mais infeliz
_às suas ordens!”
Veja, o sujeito que me apareça com um tópico desses, ou nossa, um nick!,, ta descartado de cara.
Meus critérios:
Veja o submisso_desesperado. Eu? Que tenho horror de gente desesperada.
A cedezinha e o acorrentado. Como posso acorrentar alguém que já está acorrentado?
Tenham juizo no vosso coração.
A cedezinha, seja porque motivo for, só pode se tranformar uma vez.
É um processo, uma viagem que só acontece uma vez na vida.
Isso é na minha visão.
Depois de uma única transformação a pessoa precisa lidar com isso.
Escolher um caminho.
Aprender a lidar é encontrar o caminho do meio.
Saber se libertar e saber voltar gaiola que é a vida.
Porque é! Pra mim e pra você.
Não tem choro nem vela.
Voltamos porque a vida, apesar de tudo, é boa.
É muito boa.
Eu amo ter mãe velhinha, sogra simpática, filho teimoso.
Amo muito tudo isso!
Precisamos das nossas referências.
Precisamos ser aceitos por nossas famílias.
E não temos que expô-la a uma invasão de libélulas.
Não podemos viver em guerra com as famílias, e nem com que somos e desejamos.
Para ser feliz não é preciso fazer nenhuma escolha.
Voce pode gostar de tudo. Viver bem com tudo que tem e com tudo que é.
Então,voltando aqui dos meus devaneios.
Administre pra ser uma sissy e pra tirar desses momento muito mais do que apenas a primeira lembrança.
Então não me diga que quer ser uma sissy quando ja usa nome feminino ou quando tem um album com mil e quinhentas fotos de voce usando lingerie.
Depois de refletir tudo isso, pense:
Voce é submissa?
Gostaria de ter uma experiencia como submissa?
Uma experiência que não vai mais passar pelo teu processo de feminização.
Já te recebe feminizada e segue com a história adiante.
Te ensinando o que vc realmente não saiba.
E te conduzindo exclusivamente para dar prazer.
É um jogo que é mais divertido à medida que se vai jogando.
E é um jogo de adultos.
Tome uma decisão e não peça pra eu obrigá-lo a ser o que voce ja é.
Depois eu falo dos outros…
O calor tá derretendo meu cérebro.
Será que é por isso que ando tão libidinosa?
Ouxe, só penso bobagem.
Pus o roger hoje pra me lamber quase duas horas sem parar.
Adoro.
Nossa, uma mulher merece isso !!
Passei um tempão explicando para mais uma sissy que me procurou que se ela aparece já vestidinha na minha frente, não quer nada de Feminização Forçada. Ah me dá uma raiva, porque é muito difícil encontrar machos de verdade para brincar de feminização.
Sim, é claro que gosto de sissiys assim já prontinhas. Mas gosto mais quando sou eu que conduzo as mudanças.
Por isso andei tão empolgada com o último rapaz. Estava adorando mesmo. Era tão “hominho”. Achei uma pena. Sei que eu sou fosse menos exigente eu preservava mais essas relações. Mas dai essas relações não me dariam o prazer que me dão. Fica sempre esse impasse. Posso ceder porque sou inteligente e tal. Mas meus desejos não são inteligentes, são instinto, né? Se ceder sinto menos prazer. E aí? Como fica.
Risos… Estou com a mania de editar posts. Então talvez amanhã eu tenho mudado de idéia sobre este. É um direito que eu tenho, não se zangue.
* * *
As vezes fico um pouco confusa…
* * *
Não fomos ao Filmes Malditos porque ontem fomos ao swing e dai hoje eu tava muito cansada.
Roger tá vendo um filme chato chato lá na sala e tá um calor infernal aqui.
Um tal de um homem que vivia com os ursos e foi comido por um deles.
E mostra os pedaçõs do homem dentro da barriga do urso. Argh.. Que nojo!!
* * *
Eu realmente fico toda feliz quando uma relação ta engrenando. É tão difícil… São raros realmente os meninos com quem sápra levaralguma coisa especial. E é ruim quando pisam na bola. O menino de quem falei outro dia já pisou e já dançou. É chato porque eu perco mesmo o tesão. Não faz sentido brincar quando a pessoa não tá levando a sério. Ih, lá estou eu fazendo confusão… Como é brincar a sério?
Eu acho que é que nem jogar. Colocam-se as regras dos jogo, os participantes aceitam ou negociam,tudo esclareci, omeça a partida.
Por exemplo, eu gosto muito de controle. Eu gosto de saber sempre onde meus escravos estão, o que estão fazendo. Não estou com eles o tempo todo. Cada um tem suas limitações que eu conheço e respeito. Mas eu sei onde estão e porque e com quem, enfim…
E castidade… Eu amo castidade. É tão bonito. Eu penso que é uma das maiores alegrias que um submisso pode dar a sua Senhora. Eu acho que vão ficando mais dóceis mesmo. E sempre mais obedientes.
Por mim, f rancamente, não transam nunca. Não vejo que tenham tanta necessidade assim. Eu acho que não precisam.
Dia desses roger pediu, e eu confesso que até estava com vontade. É raro eu sentir isso, mas realmente acordei com esse desejo. Falei pra ele e ele pediu. Mas, sei lá, não gosto da idéia. Estamos tão bem assim, há tantos anos. Temo que se peram todos esses anos que venho adestrando ele. E meu tesão pela castidade dele é muito maior do que qualquer outro desejo.
O desejo foi breve demais. Logo eu estava de novo batendo nele, provocando, humilhando… E dai, nossa, o gozo me vem como uma explosão. Não. A gente não precisa diso.
* * *